Coparticipação no plano de saúde: ANS vai rever a regra de 1998. O que muda para sua empresa
Sócia-fundadora e Consultora · LS Corretora

A coparticipação é o valor que o beneficiário paga a cada consulta ou exame, além da mensalidade. A regra que a controla é de 1998 e não define um percentual máximo, por isso a ANS criou uma câmara técnica para revisá-la. Ainda não há regra nova em vigor nem data para a mudança. Para a empresa, a coparticipação continua sendo uma boa forma de baixar o custo do plano, desde que o contrato tenha limites claros.
Por Que a Coparticipação Virou Assunto
Com os planos coletivos subindo perto de 10% ao ano e sem teto definido pela ANS, muitas empresas passaram a adotar a coparticipação para conter o custo do benefício. A lógica é simples: a mensalidade fica menor, e quem usa mais o plano paga uma parte de cada atendimento.
O problema é que a regra que trata do assunto é de 1998. Ela proíbe que a coparticipação funcione como financiamento integral do atendimento ou como barreira ao uso do plano, mas não fixa um percentual máximo. Com isso, cada operadora define seus próprios percentuais e tetos, e reportagens recentes mostram o avanço dessas cobranças.
O Que a ANS Está Fazendo
A ANS iniciou a revisão das regras de coparticipação e franquia e criou uma câmara técnica com operadoras, entidades de defesa do consumidor, prestadores de serviço e Ministério Público. Até agora:
- Não existe regra nova em vigor.
- Não há data para consulta pública ou publicação.
- Percentuais que circulam nas redes, como "limite de 30%" ou "limite de 40%", não estão aprovados. Algumas notícias citam normas antigas que foram suspensas.
💡 Na prática: enquanto a ANS não publica uma regra nova, o que vale para a sua empresa é o que está escrito no contrato. Por isso, conferir os percentuais e os tetos de coparticipação hoje é mais importante do que esperar a mudança.
Coparticipação Vale a Pena para Empresas?
| Sem coparticipação | Com coparticipação | |
|---|---|---|
| Mensalidade | Mais alta | Menor |
| Custo para quem usa muito | Previsível | Pode subir bastante sem teto no contrato |
| Uso do plano | Livre, às vezes com excesso | Mais consciente |
| Reajuste anual | Tende a ser maior com uso alto | Pode ser menor, porque a sinistralidade cai |
| Melhor para | Equipes com doenças crônicas ou tratamentos contínuos | Equipes jovens e que usam pouco o plano |
Para a maioria das empresas, a coparticipação compensa quando vem com regras claras e limites por mês. Sem isso, o colaborador que precisa de tratamento contínuo pode receber descontos altos no salário, e o benefício vira motivo de reclamação no RH.
O Que Conferir no Contrato da Sua Empresa
- Percentual por procedimento: quanto o colaborador paga em consulta, exame simples, exame complexo e terapia.
- Teto mensal e anual: se existe um limite máximo de cobrança por mês. É o ponto mais importante.
- Procedimentos isentos: se internações, pronto-socorro e tratamentos de doenças crônicas ficam fora da coparticipação.
- Quem paga: se o valor é descontado do colaborador ou absorvido pela empresa.
- Efeito no reajuste: como a coparticipação entra no cálculo da sinistralidade na renovação.
Empresas de Grande Porte: Coparticipação Como Gestão
Em contratos maiores, a coparticipação deixa de ser só uma forma de baixar a mensalidade e vira uma ferramenta de gestão da sinistralidade. Combinada com programas de prevenção, acompanhamento de doentes crônicos e uma boa negociação na renovação, ela ajuda a segurar os reajustes dos anos seguintes.
Já para pequenas empresas (até 29 vidas), o reajuste costuma ser calculado pelo pool de risco da operadora, que junta várias empresas pequenas. Nesse caso, escolher bem a operadora e o modelo de plano pesa mais do que a coparticipação em si.
📌 Fontes
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), regras de franquia e coparticipação e dados de reajuste dos planos coletivos; reportagens sobre a revisão da regra de coparticipação pela ANS. Esta matéria será atualizada quando a ANS publicar a nova regulamentação.
Quer saber se o contrato da sua empresa está bem protegido?
A LS Corretora analisa os percentuais, os tetos de coparticipação e o histórico de reajustes do plano da sua empresa e mostra onde dá para economizar, sem custo.
Quero a análise do meu contratoLeia Também
Escrito por Lourdnes Laya
Sócia-fundadora e Consultora · LS Corretora
Lourdnes Laya é sócia-fundadora e consultora de planos de saúde na LS Corretora e ajuda famílias e empresas de Brasília e do Distrito Federal a escolher o plano com a melhor rede e o melhor custo-benefício. Atendimento gratuito pelo WhatsApp (61) 99962-9196.
Gostou do conteúdo? Siga a LS como fonte preferida no Google.
Adicionar a LS ao meu Google🎯 Precisa de um plano?
Nossa equipe analisa seu perfil e encontra o melhor custo-benefício em minutos.
Consultoria 100% gratuita


